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O que eu joguei de mais incrível em 2014? – Giancarlo Silva

A gente sempre termina um ano e tenta lembrar o que jogou de mais bacana no ano que se passou, né? Videogame tem dessas coisas, com suas experiências variadas e obras incríveis passando por nossos dedos todos os anos.

Como de costume, tentei me lembrar de quais jogos mais me divertiram em 2014 e queria falar sobre eles aqui no Conquista, inclusive por sugestão do amigo Flavio Ricardo, do Conversa de Sofá, que fez a mesma coisa.

Mas como eu não sou ricaço pra comprar jogo novo a torto e a direito, minha listinha não envolve apenas lançamentos. Alguns dos títulos que mais me marcaram ano passado nem foram lançados em 2014 (sendo até bem velhinhos) e estão aqui mais como uma recomendação do que como uma lista “dos melhores jogos do ano de 20XX” manjada que todo mundo vê por aí.

Bom, ainda estamos em janeiro… vai então uma listinha dos games que mais me divertiram até o fim do ano passado – e ainda me divertem de vez em quando. Nesses tempos de transição de gerações, talvez esse texto sirva até como dica para quem deseja esperar um pouco mais para adquirir um console novo e ainda quer se divertir com a geração de videogames mais incrível que tivemos o prazer de acompanhar.

Transistor (PC)

A Supergiant Games conseguiu de novo! Apesar das críticas sobre repetição de fórmulas (que são até bem justificadas mas, ao meu ver, desnecessárias), eles nos entregaram de novo uma aventura intensa, sombria e encantadora, com mecânicas de jogo inteligentes e divertidas, uma trama bacana envolvendo mistério e investigação e um dos visuais mais exuberantes já vistos em um título independente.

Sem dúvida está sendo muito bacana acompanhar a caçada da cantora Red à gangue conhecida como Camerata, para descobrir o que diabos está acontecendo na cidade de Cloudbank e recuperar sua voz perdida. E os diálogos totalmente fora do tradicional entre a Red e a espada falante Transistor são, na minha opinião, a cereja nesse delicioso bolo cibernético.

transistor

Castlevania: Lords of Shadow (Xbox 360)

Fazia tempo que eu queria jogar um novo Castlevania e não havia jogado nada realmente novo e divertido desde o excelente Order of Ecclesia para Nintendo DS. Lords of Shadow me foi uma grata surpresa e uma ótima renovação de uma franquia consagrada que sempre me agradou.

É bem legal acompanhar a jornada de Gabriel Belmont para trazer sua amada de volta dos mortos. E a jogabilidade complexa e dinâmica para os padrões de um hack ‘n slash diverte bem (mesmo que a complexidade dos controles seja um pouco exagerada em certos momentos).

E chega até a ser difícil de acreditar na beleza e qualidade dos gráficos criados pelo pessoal da Mercurysteam! Imagino como Lords of Shadow 2 deve ter ficado…

lordsofshadow

Valiant Hearts: The Great War (Xbox 360)

A Ubisoft é uma empresa esquizofrênica: a mesma produtora que faz belas cagadas todos os anos com a franquia Assassin’s Creed também nos entrega verdadeiras obras primas como os dois Rayman, o Child of Light e esta pérola chamada Valiant Hearts.

Mais focado na história e na resolução de quebra-cabeças, este jogo é uma verdadeira viagem histórica por um dos períodos mais sombrios da humanidade. Informações resultantes de intenso trabalho de pesquisa espalhadas pelo jogo deixam a experiência ao jogar Valiant Hearts ainda mais enriquecedora: é muito bacana ler os relatos sobre a Primeira Guerra Mundial, ver fotos reais da época e conhecer fatos históricos como detalhes da participação do Brasil na chamada Guerra de Trincheiras.

Eu só lamento não haver alguma menção à icônica Trégua de Natal neste jogo, mas de forma alguma isso o diminui. Valiant Hearts continua simplesmente fantástico!

valianthearts

Monument Valley (Android)

Poucas experiências são tão impressionantes em um jogo para celulares. Monument Valley é um dos motivos pelos quais eu acredito que jogos para smartphones poderiam – e podem – ser muito mais do que meros sugadores covardes de dinheiro.

Se você gosta de jogar em seu smartphone e/ou tablet e procura algo mais do que os Angry Birds e Candy Crush Sagas da vida, dê uma chance ao jogo da Ustwo. Pode acreditar, eles merecem o seu dinheiro.

monumentvalley

Terra-Média: Sombras de Mordor (PC)

Prato cheio para quem deseja saciar sua sede pelo universo de J. R. R. Tolkien, Terra-Média: Sombras de Mordor é uma aventura simplesmente incrível! Um enorme e vasto território por onde você pode passear à vontade, se aproveitando de quase todos os elementos estruturais para limpar Mordor dos desprezíveis uruks das formas mais inventivas possíveis, em um trabalho lindamente localizado para português brasileiro.

Comprei a versão para PC deste jogo e, após terminá-lo mês passado, posso afirmar que Sombras de Mordor valeu cada centavo! O Storino também deu sua opinião sobre a versão para PlayStation 4 aqui no Conquista, que você pode conferir neste link.

Não deixe de jogar este jogo e entenda como orcs podem ser tão carismaticamente odiosos (ou odiosamente carismáticos, hehe)!

terramedia

Menção honrosa – Sunset Overdrive (Xbox One)

Tive a chance de jogar Sunset Overdrive na casa de uns amigos, onde comemoramos a virada de ano. Foi literalmente o último jogo que joguei em 2014 e nos poucos minutos que joguei eu não parava de esboçar um sorriso a cada maluquice que aparecia na tela!

Em uma época onde muitos de nós já estamos de saco cheio de shooters realistinhas e cinzentos, Sunset Overdrive é a Zueira em Terceira Pessoa™! Até o momento esse é o único jogo que me faria realmente comprar um Xbox One. Ponto para a Insomniac!

sunsetoverdrive

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E vocês? O que jogaram de mais divertido no ano passado? Conta pra gente aí nos comentários!

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Analista de Sistemas, desenvolvedor web e webdesigner freelancer. Sou viciado em videogames, amo literatura e os ensinamentos de Ben Parker formaram o meu caráter.