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Sendo nostálgico com Horizon Chase

Horizon Chase conseguiu captar com maestria a sensação incrível de jogar um clássico jogo de corrida arcade. Conheça mais esse jogo em nossa resenha!

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Meus queridos leitores, existem jogos que compramos pelo hype criado em torno dele, outros devido as nossas preferências e enquanto alguns apenas por dicas de amigos ou resenhas do Conquista. Mas existe um tipo de game muito especial que acabamos pegando apenas para relembrar bons momentos de nossa vida e posso dizer que Horizon Chase cumpre com honras e louvores.

O que dizer dessa produtora que mal conheço e já considero pacas???? A Aquiris Game Studio é uma empresa gaúcha que resolveu homenagear um tipo de game há muito esquecido pelas produtoras por aí: os bons e velhos joguinhos de corrida arcade onde o cenário é colorido, a trilha sonora é contagiante e emocionante e não temos toda aquela preocupação em personalizações, fugas, amplos mundos abertos, partidas online, mas sim apenas a diversão de correr em direção ao horizonte, ultrapassando os mais lerdos pelo caminho, soltando frases de efeito e cuidando para não se perder nas curvas. Tanto queriam que trouxeram até mesmo Barry Leitch, o grande nome por trás da bela trilha sonora do Top Gear – inspiração que nunca negarão por sinal – para compor a trilha do jogo deles. E assim nasceu Horizon Chase.

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Além de Top Gear e Horizon Chase, Barry também trabalhou nas músicas de clássicos como San Francisco Rush (Nintendo 64) e Lotus Turbo Challenge (Amiga). – Créditos da imagem: Tumblr do jogo.

E esse jogo consegue cumprir seu objetivo com maestria, nos levando a uma sessão nostálgica tamanha que, enquanto eu o jogava antes de dormir, tive a sensação de ter voltado para a casa dos meus pais jogando meu bom e velho Super Nintendo varando a madrugada escondido num volume mais baixo possível para que ninguém me pegasse. Mas ao fechar o tablet voltei e vi que estava em minha casa, quase 15 anos mais tarde, ao lado da minha esposa. Dormi com um baita sorriso no rosto e a insônia que me atacava há algumas semanas desapareceu.

Lógico que esse sentimento provavelmente virá para os senhores de idade como eu que jogamos muito no fim da década de 1980 e começo da década de 1990, mas Horizon Chase não é apenas isso: ele ainda traz uma mecânica simples, mas muito bem acertada equilibrando bem a plataforma escolhida (mobile), um visual arrebatador com direito a amanhecer, entardecer e mudanças climáticas de cair o queixo, mesmo para um jogo com gráficos coloridos e consideravelmente simples.

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Eu assumo que sou um cara apaixonado por gráficos e jogos realistas, mas não tem nada mais encantador para mim do que um jogo com um visual simplista e que consegue nos emocionar ou transmitir o sentimento desejado com os mais simples elementos visuais dentro de um jogo. É muito fácil você conseguir isso através de gráficos realistas, mas quero ver conseguir através das coisas mais básicas possíveis. Só para citar um exemplo, Journey não tem um único diálogo e transmite muito mais emoção que muitos AAA toptop do verão por aí – não citarei nomes para não causar discórdia.

Mas esse texto não é para isso. Vamos voltar a Horizon Chase.

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A jogabilidade é básica, dois botões na tela para indicar as direções a tomar, um botão de acelerador e outro de nitro. Para frear, basta largar o acelerador. “Fácil”, você pensa. Até começar sua primeira corrida e ver que a coisa não é tão simples e que algumas corridas terão de ser refeitas algumas vezes para conseguir a vitória, já que o sistema do jogo é baseado em pontos: quanto melhor a posição conseguida e feitos realizados na corrida, mais pontos conquistados e quanto mais ponto somados, mais pistas e mais carros vão se abrindo. Simples assim.

“Ah, mas todos os joguinhos mobile hoje em dia dá para abrir tudo no jogo pagando!!!”

Não.

“COMO ASSIM?!?!?!?!?!”

Não dá.

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Horizon Chase custa míseros US$2,99 na Apple Store (por enquanto única plataforma onde o jogo está disponível) e não é um merdinha free-to-play cheio de microtransações. Felizmente o pessoal da Aquiris resolveu se arriscar em um mercado onde estão todos seguindo o fluxo e fizeram um jogo completo, sem DLCs, sem microtransações, sem nada. Quer abrir todos os carros e pistas? Terá de ter braço o suficiente para ganhar as corridas e conseguir os pontos necessários para tal. Não há cheats e nem atalhos pagos meus queridos.

E serei honesto com vocês, eu achei isso M-A-G-N-Í-F-I-C-O!!!!!!!! Porque vocês terão de concordar comigo que um jogo que custa US$2,99 não é caro visto toda a diversão que ele irá lhes proporcionar.

Minha maior dificuldade com o jogo não foi com ele exatamente, mas sim com o IPad, que depois de meia hora jogando começa a detonar os meus pulsos, já que não consigo jogar apoiado na mesa, mas fora isso ele fluiu bem mesmo num IPad mais antigo (IPad 3) sem engasgos ou travamentos, nem consumiu muita bateria no decorrer das partidas, o que é um verdadeiro milagre.

Agora o que eu tenho a dizer? Se tiver um dispositivo Apple disponível corram e comprem esse jogo! Se não tiverem, aguardem porque em breve ele saíra para PC e, muito provavelmente, saíra também para dispositivos Android. Se isso não acontecer, mandem e-mail para o pessoal da Aquiris enchendo o saco deles porque esse jogo é merecedor de que todas as pessoas o joguem, até usuários de Windows Phone.

HORIZON CHASE

Plataforma avaliada: iOS | Desenvolvedora: Aquiris Game Studio | Publisher: Nenhum | Gênero: Corrida.

Horizon Chase está disponível na App Store por US$ 2,99. Versões para Android e PC deverão ser disponibilizadas em breve.

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Curitibano que não fala lEitE quEntE, mas acha que biscoito é um ultraje as bolachas. Joga video games desde o dia em que seu pai apareceu com um Atari e um grande saco repleto de jogos e desde então já ouviu muitas vezes "esse video game vai estragar a televisão" e "você vai ficar cego de tanto olhar para essa tela".