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Cinco momentos em que os games explodiram nossas cabeças

Relembramos alguns grandes momentos que nos marcaram nos games, seja pelo seu forte apelo emocional, seja pela quebra de expectativa.

Apesar de óbvia desde o primeiro trailer, a revelação no final de Metal Gear Solid V: The Phanton Pain ainda pegou muita gente de surpresa. Inspirado nisso, resolvi fazer uma pequena lista de momentos que foram muito mais embasbacantes no mundo dos games.

E não custa avisar: o texto abaixo está repleto de spoilers de vários jogos.

O final de Shadow of the Colossus

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Quando o jovem Wander chega ao Shrine of Worship carregando o corpo da sua amada nos braços e implorando por uma ressurreição, não pensamos duas vezes antes de sair matando Colossi por aí. Mesmo que alguns deles só ataquem quando se sentem ameaçados, eles ainda são monstros gigantes, aparentemente perigosos e, além disso, a morte deles trará nossa amada de volta à vida.

Então lá vai o heroico jogador enfrentar essas terríveis feras em nome do amor. Até que chegamos no final e descobrimos que tudo não passou de um ardil da entidade chamada Dormin, cuja essência estava dividida e aprisionada nos Colossi. Assim que a última criatura morre, Dormin ressurge e possui o corpo do pobre Wander.

Pelo menos a entidade era honrada o suficiente para ressuscitar a amada de Wander e ainda deixar um bebezinho chifrudo com ela.

A morte de Aeris em Final Fantasy VII

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A série Final Fantasy sempre teve momentos dramáticos e sua cota de mortes impactantes, como o general Leo em FFVI. Mas foi a morte da Aeris em Final Fantasy VII que emocionou uma geração inteira.

Ao contrário do general Leo, Aeris era uma personagem controlável, não apenas um NPC descartável. Confesso que no começo não simpatizava muito com ela: seus ataques eram fracos e precisava gastar itens de cura constantemente para mantê-la viva. Aí a história vai avançando, essa meiga personagem vai ganhando seu coração e, quando menos se espera, você está lá colocando ela no grupo só porque a acha simpática. Até que chega o fatídico momento em que ela some e o grupo passa a procurá-la. O jogador enfrenta diversos desafios, dungeons difíceis repletas de novos e poderosos inimigos, até que finalmente encontra a garota.

Lá está a doce Aeris ajoelhada, rezando para que o planeta se recupere e, quando achamos que tudo vai ficar bem, Sephiroth atravessa o peito dela com a gigantesca espada Masamune. A cena é tão marcante que até hoje existem jogadores que não aceitam a morte e juram de pés juntos que é possível trazer Aeris de volta à vida.

Raiden em Metal Gear Solid 2

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Antes de deixar tudo muito óbvio em MGSV, Kojima era um mestre na arte de iludir. Todos os trailers de Metal Gear Solid 2 focavam nas inovações da jogabilidade e sempre mostrando Solid Snake invadindo algum lugar. A sinopse do jogo divulgada na época falava apenas que Snake precisaria invadir um gigantesco navio no qual estaria escondido um novo Metal Gear.

O jogo foi lançado e eis que, depois de mais ou menos uma hora e meia de jogo, o tal navio vai pelos ares. Então de repente já estamos acompanhando Snake em outra missão, ele chega pela água, assim como no primeiro jogo, e entra em contato com o Coronel Campbell com a já famosa frase “This is Snake”.

Mas opa, tem alguma coisa errada aí! A voz do Snake está menos grave que o normal. E quando o personagem tira a máscara de mergulho somos apresentados à Raiden, o verdadeiro protagonista e que não aparecia em nenhuma arte promocional do jogo.

A história ainda traz outras surpresas, mas provavelmente nenhuma consegue superar essa.

Metroid – Samus Aran é uma mulher

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Até hoje o mundo dos games é bem machista. Basta ver os relatos de diversas mulheres sobre como elas são tratadas em jogos online. Na década de 1980 então isso era ainda pior. Protagonista mulher em um game era praticamente impensável (de cabeça não consigo lembrar nenhum). A princesa Zelda tinha o nome estampado na capa do jogo, mas o protagonista era o jovem Link.

Enfim… aí a Nintendo lançou o clássico Metroid. Um jogo de ação que, além de trazer diversas inovações para o gênero, tinha um protagonista com uma armadura animal e que não precisava apenas resgatar uma princesa em perigo, mas sim salvar o universo.

Só que no final do jogo descobrimos que a inovação ia além da jogabilidade: terminando o game em um determinado número de horas, Samus tirava o capacete no final e o jogador ficava sabendo que aquele personagem forte e porradeiro era uma mulher. Além de surpreender todo mundo na época, a Nintendo acabou criando uma das personagens mais legais do mundo dos games!

Pena que deram uma abandonada na franquia. #VoltaMetroid!

A verdade sobre a morte da esposa de James Sunderland em Silent Hill 2

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Silent Hill 2 é o jogo mais perturbador da série. Durante toda a história o protagonista James Sunderland é perseguido pelo bizarro Cabeça de Pirâmide que, além de matador sanguinário, ainda protagoniza cenas bizarras de estupro com outros monstros.

Mas a coisa consegue ficar ainda mais perturbadora quando James finalmente se lembra que ele próprio matou a esposa, que sofria com um câncer terminal. Até aí o jogador pode pensar que ele fez isso por piedade, mas logo em seguida o próprio James admite que foi egoísta. A verdade é que ele não aguentava mais tomar conta da esposa e nem ficar sem poder transar com ela devido à doença.

Não é a toa que a história de Silent Hill 2 é considerada uma das melhores da série.

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E vocês? Se lembram de outros momentos explodidores de cabeças dos games? Contem pra gente nos comentários!

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Felipe Storino é carioca, criado na Zona Norte do Rio de Janeiro e radicado no Espírito Santo. Possui três grandes paixões: o Flamengo, cinema e games.