GGCON 2018: um evento modesto, com um início promissor

GGCON 2018: um evento modesto, com um início promissor

No último final de semana foi realizada a primeira edição de um novo evento que vem para incrementar a agenda cultural da cidade do Natal. A Good Game Convention – ou GGCON, como também é conhecida – fez sua estreia trazendo uma boa variedade de atrações com uma estrutura modesta e uma organização esforçada.

O Conquista esteve presente para prestigiar a GGCON 2018 e ver como este evento se sai em sua primeira realização, que teve o patrocínio de empresas como a operadora de planos de saúde Unimed Natal e a fabricante de periféricos para gamers HyperX, bem como de organizações como o SESI-RN e Arena das Dunas.

Por questões pessoais, infelizmente eu não pude aparecer nos dois dias da GGCON (o evento foi realizado nos dias 24 e 25 de novembro) e compareci apenas no segundo dia, no domingo. Mas assim que eu entrei no setor Hospitalidade do estádio Arena das Dunas, fui positivamente surpreendido pela grande quantidade de coisas para fazer e de atrações para apreciar.

O espaço reduzido do pavilhão onde o evento ocorreu (imagine um corredor bem largo) não foi empecilho para a distribuição bacana das atividades oferecidas pela GGCON. Em um extremo do espaço se encontrava o palco onde foram realizadas as palestras e no outro extremo estava organizada a arena onde foram travados os torneios de eSports.

Espalhados no restante do espaço, havia um monte de videogames de todos os tipos, nos quais os visitantes puderam se divertir à vontade, bem como testar suas habilidades nos diversos torneios realizados. Cabe aqui um bom destaque à galeria de consoles clássicos oferecida pela organização do Museu do Videogame Potiguar, que disponibilizou uma parte de seu acervo para livre acesso e diversão. Dessa maneira, jogadores de todas as idades puderam experimentar um pedacinho da história dos videogames.

Os games independentes também tiveram seu espaço na GGCON: em um local reservado para a exibição de jogos indies, mais uma vez os desenvolvedores da comunidade PONG: Potiguar Indie Games marcaram presença e demonstraram seus trabalhos.

Tiago Fernando e Robson Talbone, da Demerara Games, demonstraram seu mais novo projeto chamado Sleight: trata-se de um jogo multiplayer de temática noir, no qual um jogador (no papel de detetive) tenta capturar o outro (que está jogando como um espião) antes que ele roube um dos rubis do cenário. Saulo Daniel e Ricardo Luiz, da Pippin Games, demonstraram os games Kawaii Deathu Desu (um game de ação bem eletrizante com menininhas de anime) e Fungi (um belo platformer inspirado no clássico Lost Vikings).

Jogo Sleight, do estúdio Demerara Games. Rolou até torneio pra ver quem era o melhor em pegar rubis ou capturar ladrões! ^^

Também foi possível aproveitar para absorver conhecimento na GGCON, que ofereceu palestras bem interessantes sobre diversos assuntos. Entre as palestras disponíveis na programação do evento destacam-se uma sobre a importância e o benefício dos games na área da saúde, ministrada por Bartolomeu Fagundes; uma sobre experiências reais em tempos digitais, ministrada por Marcos Nery, Catarina Alcântara e Gabriel Negreiros; e uma sobre como a área da comunicação social poderá se adaptar para os desafios do futuro, ministrada por Erika Zuza, Lilian Muneiro e André Torquato.

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Como ex-membro da organização de algumas convenções de cultura pop e videogame que rolavam aqui na cidade uns anos atrás, eu tenho uma boa ideia do quão difícil é organizar um evento como esse, especialmente quando os responsáveis geralmente não tem uma experiência prévia da temática do evento e do público-alvo que se deseja atingir.

Por isso fico feliz pelas coisas terem saído tão bem nesta primeira edição da Good Game Convention, que se provou uma opção de diversão, lazer e cultura bem organizada, bem estruturada e com uma boa variedade de atrações para todos os gostos. Fico na torcida para que a GGCON cresça e melhore ainda mais nos próximos anos!

Analista de Sistemas, desenvolvedor web e webdesigner freelancer. Sou viciado em videogames, amo literatura, tô quase voltando a desenhar e os ensinamentos de Ben Parker formaram o meu caráter.

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Arte de fundo criada por Nataly Al-Sayf
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