Destiny: um MMO que diverte mesmo sendo jogado sozinho

Sozinho no meio dos Vex...

Sozinho no meio dos Vex…

Eu nasci numa época em que jogos eram quase exclusivamente feitos pra serem jogados no modo single player.

Sozinho.

Você e seu vídeo game.

As vezes algum irmão ou amigo querendo ver o desenrolar da história.Destiny2

Mas era uma relação íntima entre console e jogador e que fazia com que nós entrássemos em transe durante as partidas e esquecíamos de tudo ao nosso redor, inclusive das nossas necessidades mais básicas.

Em contrapartida, com o melhoramento e a popularização da internet, tudo é jogado em conjunto. Você pode fazer campanhas em cooperação (modo co-op) e alguns casos se faz necessário jogar dessa forma para atingir alguns objetivos dentro dos jogos ou lutar o dia todo, uns contra os outros, em modos de disputas variados (Players vs Players, PvP).

Você pode compartilhar o que está jogando através de gravações ou streamings de gameplays, agora nativo na atual geração de consoles, mas já presente em PCs a algum tempo.

Além de enfrentar pessoas do mundo todo ou colaborarem entre si, o mundo todo pode ver suas aventuras!

Isso é incrível! Até mesmo para mim, nascido próximo ao início dos anos de 1990, que cresci jogando sozinho ou com os amigos da rua. Enquanto isso para a garotada mais nova é algo natural, eles cresceram no auge da internet, das redes sociais e jogando online desde sempre.

Confesso a vocês que esse era (e ainda tenho resquícios disso em minha mente) um dos meus maiores temores sobre a nova geração de consoles e jogos que estão vindo por aí. Tudo focado em modos online diversos, compartilhamento, DLCs infernais e qualquer coisa que te obrigue a se conectar a internet para jogar ou conseguir determinadas ações in game.

Felizmente venho percebendo que, apesar da maioria dos jogos AAA tentarem investir profundamente nisso, existem exceções.

Grande parte, se não a maioria, dos indies ainda trazem aquela boa e velha experiência de jogos solitários e desafiadores. Algumas grandes franquias também, como Tomb Raider e o aclamado The Last of Us. El-CaídoMas a minha maior surpresa, de longe, foi Destiny.

Ele foi anunciado em fevereiro de 2013 e desde então o hype na internet só aumentou. E cresceu de uma forma tão assustadora que comecei a me preocupar com o que viria por aí, ainda mais que desde o início o jogo foi descrito como algo 100% online e que o desenrolar dependeria de outros jogadores colaborando entre si.

Quem leu meu texto sobre World of Warcraft e a rodinha de hamster, no falecido NZ Games, sabe do que estou falando. Um jogo repetitivo não é algo que me agrade muito. Não que Destiny consiga fugir à regra e ser um MMO sem repetição (nem sei se ele se classifica assim, mas em minha opinião é) ou que ele tenha uma história bem embasada e estruturada.

Longe disso a propósito.

A história, apesar de pobre, te deixa curioso para entender que merda deu na Terra e nas colônias humanas em Vênus e Marte, quem e o que são os Decaídos, os Vex, os Cabais e os monstros da Colmeia, qual é a dos Despertos (Awokens) e quem fabricou os Exos?

O enredo poderia ter sido bem mais aproveitado nesse ponto, até para aumentar a imersão dos jogadores.

Os inimigos em Destiny

Os inimigos em Destiny

Não quero entrar em detalhes sobre a história, gráficos, etc, até porque meu intuito não é resenhá-lo, mas sim mostrar uma outra possibilidade dentro do jogo. Pode-se concluir o modo história todo em co-op e muito antes de se chegar ao nível 20 – máximo que se pode chegar através da experiência ganha.

As raças em Destiny: Humanos, Despertos e os Exos

As raças em Destiny: Humanos, Despertos e os Exos

E é exatamente esse modo que fica divertido de se jogar, pois tudo é novidade, a dificuldade é expressiva e cativante (ao menos na nova geração, já que tenho jogado no PS4) e não te deixa mal humorado por ter alguma etapa muito complicada e que exija mais do jogador.

A inteligência artificial dos inimigos é boa e eles não ficam dando mole para que você possa ficar atirando sem sofrer dano, eles possuem uma estratégia. Escondem-se quando você atira neles, enquanto outros tentam dar cobertura. E nesse momento você morre. Morre muito por sinal. Mas não é frustrante ao ponto de parar de jogar, pelo contrário, você cria mais determinação para derrota-los e mostrar quem manda na porra toda!

Talvez um dos pontos mais legais são as chamadas áreas de reaparecimento restrito, pois é o único momento em que você recomeça desde o ponto inicial dessa restrição e os inimigos resetam suas vidas e seus efetivos retornam das cinzas caso você morra. Enquanto em áreas comuns você reaparece próximo ao local de morte e os inimigos estão todos com os mesmos pontos de vida que os deixou.

Até as missões chamadas de assaltos não são problemas jogando sozinho, pois, apesar da obrigatoriedade de se jogar em três pessoas, eles entram aleatoriamente caso seja uma pessoa sem amigos ou que nenhum deles esteja online.

Portanto, se você não é um cara que curte muito o mundo MMOs, mas gosta de um bom desafio, uma jogabilidade excepcional e uma bela paisagem, não tema em comprar Destiny, eu recomendo!

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2 comentários sobre "Destiny: um MMO que diverte mesmo sendo jogado sozinho"

  • Juliana Carolina disse:

    Obrigada pelo artigo escrito. Ele me fez decidir por jogar. Sou uma jogadora solitária, em parte prefiro assim, então pensei muito antes de comprar o jogo e seu artigo teve grande contribuição para a decisão de finalmente comprar e jogar.

  • Olá Juliana!
    Fico muito feliz em tê-la ajudado!!
    Sei bem como é pois também prefiro jogar assim e confesso que me diverti bastante jogando o primeiro Destiny mesmo sozinho, apesar de não poder fazer algumas das raids que o jogo tinha, eu terminei todo o modo história dele sem problemas.

Arte de fundo criada por Nataly Al-Sayf
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