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SrSayron Awards – O que rolou de melhor (e pior) em 2015?

Sayron Schmidt inicia nossa tradicional retrospectiva listando os games que mais o divertiram em 2015.

Yo, meus nobres desbravadores de Conquistas! Espero que os senhores tenham tido um ótimo fim de ano e que 2016 seja repleto de jogos fantásticos e troféus raros e difíceis no currículo.

Mas sem mais delongas, vamos abrir esse ano de 2016 com aquilo que achamos de melhor justamente no ano mais louco dos últimos anos, vulgo 2015, o ano que parecia que nunca iria acabar.

Espero que gostem da minha lista, lembrando que ela é bem pessoal e que houveram jogos que talvez merecessem algum lugar nas citações abaixo, mas que por não terem sido jogados ou até mesmo agradado por não ser bem o estilo de minha preferência, ficaram de fora. Mas não hesitem em comentar, por favor!

E vamos a listinha básica:

GOTY Of The Year Bitch!! – The Witcher 3: Wild Hunt

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Na categoria que destaca o jogo mais fodástico que tive a oportunidade de degustar nessa temporada está o belíssimo The Witcher 3: Wild Hunt. Como dito em minha resenha publicada aqui mesmo, ele consegue reunir o que há de melhor em termos de RPGs de ação, evolução e desenvolvimento de enredo. Não posso afirmar que é um jogo perfeito, mas está bem próximo disso.

O jogo em si já é grande o suficiente para ficar boas 300 horas vagando pelos territórios arrasados pela guerra, mas o fato de decisões mudarem o rumo da história e o jogo possuir múltiplos finais, faz com que o fator replay se amplie e torne o jogo ainda mais grandioso do que ele já é.

E acredite, você irá querer terminar o jogo mais de uma vez!

#Chatiado 🙁 – Metal Gear Solid V: The Phantom Pain

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Iremos de um extremo a outro, daquele que mais surpreendeu para aquele que posso chamar de decepção. Só peço que não me atire pedras antes de terminar de ler, por favor.

Infelizmente Metal Gear Solid 5 criou um hype imenso. Hideo Kojima estava lá, seria um jogo sandbox (mundo aberto) cheio de possibilidades e inovações, seria uma ótima oportunidade de ver o que a nova geração tinha a mostrar em termos gráficos. Ele até conseguiu mostrar tudo isso descrito anteriormente, mas o fato dele parecer um jogo inacabado, ou melhor, concluído as pressas dá a sensação de um vazio no jogo.

O jogo não é ruim, ele é muito bom do ponto de vista de um jogo de estratégia e stealth, mas está longe de corresponder ao esperado pelo histórico da franquia, de algo do porte do jogo e de quem estava por traz da produção.

Surprise Motherfucker!!! – Transistor

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Mas nem só de decepções um gamer pode viver, algo que me surpreendeu bastante e me fez rever conceitos a respeito dos jogos indies – que tenho de confessar, nunca dei muita bola pra eles -, foi o belíssimo Transistor, um jogo surreal criado pela Supergiant Games (já me indicada há muito tempo pelo amigo Giancarlo), e que trás Red, a protagonista do jogo, numa aventura sem tamanho para descobrir o que está acontecendo e porque tem máquinas assassinas para todos os lados da cidade, além do fato dela ser uma cantora que perdeu a voz e de um estranho grupo conhecido como Camerata. Sem esquecer é claro do próprio Transistor que é a espada, e única arma, do jogo.

Sistema de combate que mistura elementos de RPG de ação e turnos, habilidades que você pode ir customizando e evoluindo ao seu gosto no decorrer do jogo e um final de arrancar suspiros faz desse jogo um dos mais motherfucker que tive a oportunidade de jogar. Em breve trarei uma resenha mais completa dele para vocês, mas não deixem de jogá-lo.

Prêmio “Rasgando Dinheiro”! – Evolve

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Sabe aquela compra que você faz e instantes depois se arrepende? O “Prêmio Rasgando Dinheiro” é o equivalente a ela no mundo dos games. E claro que ninguém está imune a uma propagando enganosa, um amigo que dá uma excelente dica de um jogo fodão ou de uma promoção ~convidativa~. E esse foi o meu caso em 2015 com Evolve.

O jogo é chato. Quase não tem outros jogadores, ele é 100% online e não tem um modo campanha. Fora que não duvido nada que em breve ele se torne um free-to-play para Live Gold e PSN Plus, o que aumentaria ainda mais a minha desgraça já que gastei uma grana nele.

Eu deveria processar quem me convenceu a comprar esse jogo. Apesar que essa pessoa acabou me dando de presente Star Wars Battefront. 😛

Mas a vida tem dessas…

Joguim LIndie – Counter Spy

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Eu poderia colocar aqui Valiant Hearts, mas segundo o Giancarlo ele não é um jogo indie por ser da Ubisoft. Poderia citar novamente Transistor, mas ele já apareceu como a surpresa do ano e irá aparecer novamente na próxima categoria, então aqui ficará a cargo do fantástico Counter Spy.

Este é outro jogo que eu não dava nada inicialmente e que me surpreendeu de uma maneira incrivelmente positiva! Você é um espião, ou melhor, um contra-espião, trabalhando secretamente contra duas agências de espionagem (Uma Capitalista e outra Socialista, isso te lembra algo???) para evitar uma catástrofe mundial. O enredo é básico, mas o fato de ser um jogo plataforma, com uma excelente pegada steath e mapas randômicos faz dele um jogo único e envolvente e que não te deixa parar de jogar até salvar o mundo. Fora é claro todas as sacadas humorísticas sobre a Guerra Fria e coisas assim.

Recomendo para vocês que gostam de jogos mais leves e descompromissados.

Suando pelos olhos… =’) – Transistor e Valiant Hearts

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Existem momentos na vida de um gamer em que você precisa largar o controle, respirar fundo e controlar a emoção. Alguns jogos fazem isso de forma tão esplendorosa que mereceram uma categoria somente deles e como não consegui me decidir por apenas um citarei os dois jogos que QUASE me fizeram suar pelos olhos (e não darei spoilers, mas peço com todo o respeito que joguem-nos, eles merecem!!).

Transistor e o seu final surpreendente e arrebatador. E que nos faz repensar um pouco sobre aquilo que nós jogadores achamos melhor para a conclusão do jogo;

E Valiant Hearts pelo conjunto inteiro da obra e, especialmente, seu final. Ter um cachorro simpático já faz toda a diferença, mas não tem como não se apaixonar por todos os personagens que cruzam a história do jogo e que no fim, quando você acha que tudo se encaminharia…

Sem mais palavras senão a emoção retornará sem piedade à minha pessoa.

Trem do Hype! – No Man’s Sky

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Só aquele jogo que você está esperando tanto, mas tanto, que a tua ansiedade está no nível máximo, que quando estiver perto do lançamento provavelmente os dias passarão se arrastando e que você tem tanta expectativa que se o jogo for ruim poderá causar depressão severa. Senhores passageiros, embarquem no Trem do Hype!!!!

Talvez a categoria mais difícil dessa seleção e a única que não envolve um jogo já lançado.

Então junte minha fascinação por astronomia, planetas e sistemas a serem explorados, além da ideia de colonizar um vasto universo, que nem dá para chamar assim, já que serão tantas galáxias no jogo que será quase impossível contá-las e teremos que o jogo mais aguardado pela minha pessoa em 2016 é No Man’s Sky. E o mais incrível é que nem é um AAA, mas um indie!

Bateu até saudades de jogar Spore…

Menções honrosas a Quantum Break, The Last Guardian (FINALMENTE!!!!!!!!), The Division, Dark Souls III (Vulgo: MORRER PRA CARALHO III), Mighty No. 9 (Sucessor espiritual de MEGAMAN), Final Fantasy XV (Que eu realmente espero voltar a ser bom como já foi um dia…), Doom (SANGUE!!!! SANGUE!!!!! SANGUE!!!!!!! SANGUE!!!!!!), Final Fantasy VII Remake (FINALMENTE!!!!!!2)

Joguim de Banheiro – Horizon Chase

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Joguim de Banheiro” poderia ser facilmente de algum jogo de portátil ou mobile, para aqueles momentos de reflexão no banheiro, quando não se está com vontade de acessar suas redes sociais favoritas ou ler os rótulos de shampoo e similares.

Nessa categoria, de longe, o grande destaque que conseguiu unir nostalgia, diversão e jogabilidade mobile com certeza foi Horizon Chase. Provavelmente passei horas além do que precisava apenas para poder fazer mais uma corrida, bater mais um recorde ou só para pegar a moeda que faltou nesse belo jogo feita pela empresa brasileira Aquiris Game Studio e que faz uma grande homenagem aos jogos no estilo Top Gear, que fez a alegria da garotada na década de 1990.

Então aproveitem, porque já tem versões para IOS e Android, e em breve, para PC e PS4.

***

Meus queridos, espero que tenham apreciado essa bela lista de ~~prêmios~~ e sempre lembrando que essas foram escolhas pessoais minhas, então sempre haverá uma divergência ou outra com as ideias de vocês, mas coloquem nos comentários, as vezes algum jogo não citado possivelmente eu não tive a oportunidade de jogar ou não consegui percebê-lo com os mesmo olhos que vocês.

Até breve.

Categorias: Artigos, Opinião, Resenhas
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Curitibano que não fala lEitE quEntE, mas acha que biscoito é um ultraje as bolachas. Joga video games desde o dia em que seu pai apareceu com um Atari e um grande saco repleto de jogos e desde então já ouviu muitas vezes "esse video game vai estragar a televisão" e "você vai ficar cego de tanto olhar para essa tela".